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Exposição no TRE-SP reúne poemas de Paulo Bomfim e pinturas de Cristiane Carbone

A exposição “A democracia na Pauliceia: de Paulo Bomfim a Cristiane Carbone” foi inaugurada, nesta terça (2), no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). A mostra reúne 21 obras da artista plástica Cristiane Carbone acompanhadas de poemas de Paulo Bomfim, patrono do Centro de Memória Eleitoral (Cemel) do Tribunal. Os quadros revelam alguns dos principais marcos arquitetônicos da capital, como a Catedral da Sé, a Ponte Estaiada, a Faculdade de Direito do Largo São Francisco, o Museu do Ipiranga e o Museu de Arte Moderna de São Paulo (Masp). O evento integrou as celebrações do Dia da Memória do Poder Judiciário, comemorado em 10 de maio.Ao abrir a cerimônia, o presidente da Corte, desembargador Encinas Manfré, destacou o significado da data e a importância da preservação da memória para o fortalecimento das instituições democráticas. Para ele, a história “se perpetua nos gestos, na cultura, na arte e na capacidade de uma sociedade reconhecer os caminhos que construiu para assegurar liberdade, cidadania e justiça”.O magistrado ressaltou que celebrar a ocasião significa reconhecer que as instituições se fortalecem não apenas por sua atuação no presente, mas também pela preservação de sua trajetória. “Ao longo de décadas, a Justiça Eleitoral consolidou-se como uma das mais importantes garantidoras da legitimidade democrática, assegurando ao cidadão o livre exercício da soberania popular e a confiança nas instituições republicanas.”O des. Encinas Manfre; o diretor-geral do TRE-SP, André Pavim; Cristiane Carbone; o vice-presidente da Corte, des. Roberto Maia; e o curador da memória institucional do TRE-SP, José D’Amico BauabEm discurso, o diretor-geral do TRE-SP, André Luiz Pavim, mencionou que a Justiça Eleitoral paulista enaltece a data de forma singular ao reunir, em um mesmo espaço, pintura, poesia e história. “O Dia da Memória do Poder Judiciário sempre encontrou eco em nosso Centro de Memória Eleitoral, por isso podemos afirmar que a própria Justiça Eleitoral é o legado da permanente epopeia paulista de 1932”, ressaltando que “Paulo Bomfim, com maestria, nos contou tudo em versos, e é pelo exercício da memória de um passado resistente e resiliente que hoje afirmamos o nosso compromisso com o presente e com o futuro da democracia brasileira.”Homenagem ao legado de Paulo BomfimRealizada no ano em que se celebra o centenário de nascimento de Paulo Bomfim, a exposição presta homenagem ao legado do poeta conhecido como o “Príncipe dos Poetas Brasileiros”. Paulo Bomfim dá nome ao espaço cultural do TRE-SP onde a exposição foi montada. Para o curador da memória institucional do TRE-SP, José D’Amico Bauab, a trajetória de resistência e resiliência da democracia brasileira em São Paulo é retratada tanto pelos versos de Bomfim quanto pelas pinturas de Cristiane Carbone, despertando uma memória contemplativaSegundo ele, o poeta tinha uma capacidade mágica de tornar tudo e todos igualmente importantes. “Às vezes ficamos decepcionados quando vemos um ator, escritor ou cantor que, em suas vidas pessoais, são menores que suas obras. Mas essa decepção nunca se aplicou a Paulo, pois sempre existiu grandeza na obra e no ser humano”, afirmou. Telas estão expostas no Espaço Cultural Paulo Bomfim, no saguão do TRE-SPO curador mencionou a ligação histórica do poeta com a Justiça Eleitoral paulista. Em 12 de agosto de 1999, Paulo Bomfim inaugurou o Centro de Memória Eleitoral e permaneceu como seu curador cultural pelos 20 anos seguintes, até sua morte, em 7 de julho de 2019. José D’Amico encerrou sua fala citando um discurso proferido pelo poeta durante a cerimônia de inauguração do espaço. "Neste centro de memória, nas urnas dos corações, há de ficar para sempre este voto de esperança no porvir de nossa terra, este voto de confiança no ideal da cidadania, na consciência e vigilância da justiça eleitoral no chão de Piratininga." Arte e memória em diálogoResponsável pelas pinturas da exposição, a artista plástica Cristiane Carbone falou sobre a emoção de compartilhar a mostra com a obra de Paulo Bomfim e recordou os encontros que teve com o artista ao longo da vida. “Quero agradecer imensamente a oportunidade de fazer parte desta história e de participar desta celebração tão significativa. Paulo foi um poeta que cantou a história da cidade e encantou gerações com sua sensibilidade, seu amor à terra paulista e sua extraordinária capacidade de transformar a memória em poesia”, afirmou.Público presente na inauguração acompanha apresentação da Camerata da PM de São PauloA cerimônia também contou com a participação da Camerata da Polícia Militar do Estado de São Paulo, sob regência do maestro 1º sargento Ivambergue Rodrigues de Souza, e uma declamação poética, apresentada por Pedro Paulo Penna Trindade, considerado pelo poeta seu maior declamador, em homenagem à paulicéia e à memória cultural paulista.Ainda prestigiaram a inauguração da mostra o vice-presidente do TRE-SP e corregedor regional eleitoral, desembargador Roberto Maia Filho; o juiz assessor da Presidência, Renato Siqueira de Andrade; o desembargador Otávio Augusto Machado, coordenador do Museu do Tribunal de Justiça de São Paulo; além de outros integrantes da magistratura, secretários, servidores e convidados.VisitaçãoA exposição, com entrada gratuita, permanece em cartaz até 3 de agosto. As visitas podem ser realizadas de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h, no Espaço Democrático Poeta Paulo Bomfim, localizado na sede do TRE-SP, na Rua Francisca Miquelina, 123, Bela Vista, na capital paulista.imprensa@tre-sp.jus.br
03/06/2026 (00:00)
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